O mundo fashionista da Al-Qaeda e os presságios do fim-do-mundo

segunda-feira, 14 de março de 2011


"Tá dando pra ver o meu sorriso?"

Algumas pessoas já perceberam que o "esperando o fim do mundo" acabou se tornando, aqui, num mero exercício conceitual, porque poderiam imaginar que a minha esperança é otimismo e esperança e otimismo, definitivamente, não fazem lá parte do meu vocabulário atual.
Apesar disso, da minha descrença, nunca escondi de ninguém que a minha vontade é de ver esse pontinho de areia perdido no Sistema Solar se acabar em um cataclisma cósmico. Nem precisa de fogos de artifício. Só me bastava uma montanha e veria o pandemônio numa boa, até chegar a minha vez.
Se bem que, mais uma vez, conceitualmente, já imagino que posso fazer isso da minha poltrona. Não me refiro ao tsunami da Ásia em 2004, o terremoto do Chile, do Haiti ou o tsunami japonês, que pela internet se tornaram shows midiáticos. Depois, coisas que acontecem desde o Big Bang, tremendamente naturais, para mim não são sinais dos fins dos tempos. É rotina cósmica. E rotina sempre costuma ser chato pra caramba.
Os verdadeiros sinais de alguma hecatombe eu percebo em outro tipo de acontecimento. Como, por exemplo uma vitória do Íbis ou o Santa Cruz/Náutico (para mim sempre serão uma só entidade) ganhar um título nacional. 
Ou quando por exemplo, vejo os piradões da Al-Qaeda que vivem entocados como tatus nas montanhas afegão de Kandahar ou Tora-Bora, se meterem agora a fashionistas e eles, que já devem possuir alguma publicação local sobre balística ou algo parecido, vão lançar, como disse um amigo do twitter, o Fabiano, "a  revista da mulher muçulmana xiita fundamentalista moderna! "
Duvidam? Leiam aqui.
A tal revista, considerada pelos entendidos como "uma versão jihadista da revista 'Cosmopolitan", traz conselhos úteis para a "mulher majestosa" (o nome da revista em português), tais quais ser viúva por antecipação (ou seja, casar com um combatente) e ainda ser garota-propaganda de Super-Bonder, no caso de o marido inventar de ser homem-bomba. 
Sem contar os desenhos revolucionários de burcas e shadores, que, sem dúvida, devem trazer compartimentos para guardar coisas indispensáveis, como a AK-47 e granadas.
Isso sim, é sinal de fim dos tempos. Ou não.

"Veja nossa variedade, senhora"

6 comentários:

Elaine disse...

kkkk... Realmente! rsrs

dade amorim disse...

Sabe que a ideia não me é desprezível? Em breve estarei uma velhinha indisfarçável, e a burca sempre é uma saída.

Alê Xavier disse...

"...coisas que acontecem desde o Big Bang, tremendamente naturais, para mim..."

Você sempre fazendo referência a sua verdadeira idade, né, Álisson? Gosto disso.
Conte-nos um pouco mais sobre como era a vida na Arca (a de Noé). Rs...

/tome

=P

Ana SS disse...

Rotina é mesmo um saco.
Mas ainda bem que estou no Brasil, agora.
Uau, não acredito que estou dizendo isso.

ahahahahahaha" revista da mulher muçulmana xiita fundamentalista moderna" é tipo assim: seja xiita mas você deve estar na moda!
Olha... Esse mundo é maluco mesmo, e o céu não é o limite! Misericórdia! ahahahahaahah

Marina disse...

Ei, não fale mal do meu time. ¬¬

Casar com um homem-bomba rico deve ser o objetivo de vida das mulheres muçulmanas.

 
 
 

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