De boatos, tempestades, terrorismos e falta de café

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A desocupação, tenho cá comigo, é a perdição deste imenso globo cheio de galáxias que às vezes chamamos de Universo. Se raciocinarmos como Kafka, que dizia ao seu brother Max Brod que achava (ou tinha certeza) a Humanidade fruto do mau-humor de Deus podemos nós próprios crer que o Todo-Poderoso foi também o primeiro grande desocupado do Universo. Porque, pudera, uma pessoa razoavelmente sã olha de lado e se pergunta: QUE PORRA É ESSA?
Esperança há, infinita. Mas não para nós. 
Sabidinho, o Kafka.
E se fomos criados à imagem e à semelhança Dele, tenho comigo que a humanidade pulha se esmera em se olhar no espelho, porque, a cada dia que passa a malta de desocupados só aumenta, a roupa se acumula no tanque e a louça na pia e ninguém toma uma atitude. 
Exemplo desse vazio existencial apresentou-se na quinta-feira passada, quando um monte de alesado espalhou o boato de que Tapacurá (sempre ela) iria estourar e Recife iria se desintegrar como um torrão de açúcar, ou, quiçá, saísse desembestado pelo oceano qual a jangada de pedra do Saramago. E olha que destes dias chuvosos, o supracitado dia foi dos que menos choveu.
Paciência. E eu, que até já escrevi dois romances apocalípticos sobre o assunto, não publico nada e a galera desocupada se apropria da minha ideia. Cadê o ECAD????
Enquanto isso o mundo está mais seguro. Palavras do Obama, não minhas. Uma vez que ele crê piamente que mandou a entidade Bin Laden passear num paraíso repleto de virgens, depois de nadar no Oceano Índico, sai, como um bom desocupado espalhando lorotas. Com isso aí embaixo (que, a propósito, já havia mostrado há alguns anos) ele me garante que o mundo tá mais seguro? Ah, tá.

MUNDO SEGURO? ELE AINDA NÃO VIU O MC SHELDON, METAL E CEGO

Enquanto isso, eu, uma criatura lisa, mas cheia de ocupações, vou levando minha vidinha. Sem café, porque a médica, para o meu desespero, proibiu.  
E querem me convencer que o mundo está melhorando.

3 comentários:

Elaine disse...

kkkk... Dizer o quê, né?! rsrs

Marina disse...

Eu fui dizer no twitter, segundo li no jornal, que iam abrir as comportas para liberar um pouco a vazão de água lá pros lados da barragem e as pessoas caíram em cima de mim, dizendo que eu tava criando terrorismo, dizendo que ia estourar a barragem. Só posso chegar à conclusão de que esse povo é um bando de preguiçoso e não lê. Respondi aos recados no twitter, sempre com muita delicadeza, dizendo "você é cego ou burro? eu disse que iam abrir, não estourar. Beijos"

Preguiça tenho eu. Preguiça das pessoas.

Alisson da Hora disse...

Pois é... minha mãe, a coitada, estava na rua nos dois boatos... e ela, neste, estava ali, pela Rua da Aurora, quando passam uns loucos dizendo que o rio iria encher e inundar tudo. Ela só disse, "não caí no boato em 75, vou cair agora?" Apesar de alguns terem dito que as redes sociais foram as responsáveis principais pelos boatos, acho que o boca a boca sempre o supera...

 
 
 

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