Gente que [não] faz

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Três dias me bastaram esse ano para dizer que agosto não está brincadeira. Muito diferente de 2010, quando o mês mais cabuloso do ano deu uma (fictícia) trégua de treze dias antes de cair sobre minha cabeça somente como um corpo cai.
Depois de passar a madrugada tendo de suportar um cretino desses, que fica em presídios passando trotes para números aleatórios, até desconectar o telefone (que, obviamente não poderia ficar desligado o dia inteiro) e discutir com a sua irmã que imaginava passar uma pregação religiosa para um idiota escolado na putaria de zoar com a cara alheia (entre outras bandidagens)... E o pior, com ele ligando a cobrar! Aí a irmã surta, porque diz que você está sendo intolerante e machista (porque não acreditava que ela iria resolver com um sermão dirigido a um safado) e voa unhada na tua cara.
Agora, como ser imaginar ser tolerante com alguém que está lhe passando um trote a cobrar?
Imagino que minha irmã tenha ficado chateadinha porque fiz pouco caso do seu discurso "fala que eu te escuto" com o meliante do telefone. Em casos desse tipo, aprendi que não se dá corda a cafajeste e somente o ato de desligar o telefone na cara do filho da puta resolveria. Se a Oi Fixo fosse eficiente ao bloquear, como pedi, as chamadas a cobrar, logo no início da manhã, nada disso aconteceria.
Infernos familiares à parte, tenho até medo de ir comprar sal grosso para passar o mês, vão pensar que eu dessalinizei o mar ou farei um churrasco gigante.
Por isso que, muitas vezes, qualquer bobagem me faz rir. Não necessariamente acreditar na humanidade pulha, mas qualquer iniciativa que possa fazê-la desaparecer da face da Terra tem de ser aplaudida.
Não foi bem o caso do sueco que queria fazer uma fissão nuclear no seu fogão, pois ele cria piamente que estava fazendo ciência (tá, se fazer uma fissão nuclear no forno do seu Dako é ciência, eu devo ter sido um gênio da mesma, de tanta traquinagem que fiz com fogo na minha infância) e ficou todo dodói quando foi preso por porte ilegal de material nuclear. Afinal, ele achava muito divertido ter urânio, rádio e amerício onde deveria ter, no mínimo, uma lasanha.
Mas eu acho que ele deveria sim, ter direito a continuar com suas experiências (principalmente se explodir e ajudar a gente aqui, nos tristes trópicos, a usar nossos botijões de gás para provocar uma reação em cadeia) . 
Vai que faltou margarina pra untar a forma e o mundo se acabar?

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